27/02/2013
EXEMPLO

Índio pernambucano se forma em Medicina

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O destino construído com as próprias mãos. Na trajetória de vida do índio Josinaldo da Silva, 35 anos, essa obra não para nunca. Pernambucano, de família pobre, Josinaldo mal teve tempo de ficar conhecido como o primeiro indígena a concluir o curso de medicina na Universidade de Brasília (UnB) e já começa, sexta-feira, a residência médica em uma unidade pública da capital federal pelo Programa Saúde da Família. Serão mais dois anos antes de retornar à Aldeia Munlungu (onde nasceu e cresceu), uma das 58 aldeias que integram a reserva dos índios Aticum, cuja sede se situa na Serra do Umã, em Carnaubeira da Penha, cidade do Sertão do São Francisco.

A colação de grau da turma de Josinaldo foi marcada por um toque especial. Ao ter o nome chamado no auditório do quartel-general do Exército, no dia 1º de fevereiro, o índio recebeu o diploma das mãos de um pajé: Álvaro Tucano, do povo dos tucanos, natural do Estado do Amazonas, Região Norte do País. O pajé substituiu a beca por um cocar de penas de gavião, tradicional adorno indígena. “Foram muitos aplausos. Foi muito emocionante, muito gratificante”, conta Josinaldo. A cerimônia marcou o fim de um ciclo de sete anos na vida de um rapaz que desafiou prognósticos e superou preconceitos.

EMOÇÃO - A mãe de Josinaldo, a aposentada Luzia Silva, 68 anos, relembra um telefonema dado pelo filho, logo antes da formatura. “Ele me agradeceu por tê-lo botado no mundo. Menino, eu que agradeço”, brinca Luzia. Ela esteve presente na colação, junto a vários índios aticuns, convidados por Josinaldo. “Chorei muito, ri muito. Esse menino trabalhava na roça aos 6 anos de idade. Sempre quis me ajudar a sustentar a casa. Eu agradeço a Deus pela inteligência do meu filho. Josinaldo agora é doutor”, orgulha-se.

Pai de um menino de 7 anos, Isaac Jhonatan, que mora com a mãe em Carnaubeira da Penha, e que ele visita a cada seis meses, Josinaldo diz que o futuro está na Reserva Aticum, ao lado do seu povo. O cacique Clóvis Manuel da Silva, 31, amigo de infância do médico, diz não ter dúvidas de que ele “ainda fará muito ainda pelos aticuns”. “Ele conhece nossa pobreza, sofreu na pele o que sofremos todos os dias. Hoje, estamos com dificuldades em todas as plantações: de milho, feijão, fava, mandioca, mamona. Este ano só caiu um pingadinho de chuva.”




Fonte: jc

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